O Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral) está avançando nos trabalhos em comunidades do município de União dos Palmares, que visam a destinação de três áreas do Estado para fins de regularização fundiária. A iniciativa atende a reivindicação de centenas de agricultores familiares residentes nas localidades das Fazendas Santa Fé, Frios e Sete Léguas.
Por meio da atuação dos profissionais do setor de Assessoria de Monitoramento de Programas e Projetos, a autarquia, que é vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Seagri), já concluiu o processo de demarcação dos imóveis rurais identificados no povoado Santa Fé. A área demarcada possui 147 hectares e abriga tanto antigos moradores em pequenos pavilhões como uma ocupação de aproximadamente 100 pessoas ligadas a movimentos sociais de bandeira rural e urbana.
Agora, os esforços da equipe composta por topógrafos e agrimensores concentram-se nas Fazendas Frios e Sete Léguas, propriedades vizinhas que possuem 476 e 336 hectares, respectivamente. De acordo com o técnico agrimensor Milton Melo, responsável por coordenar as atividades na cidade palmarina, cerca de 100 lotes já foram contabilizados no território pertencente à Fazenda Frios.
Após a conclusão das etapas de avaliação das áreas e cadastramento dos possíveis beneficiários, acampados, pequenos produtores e trabalhadores de outros segmentos, que há anos vivem na região de maneira irregular, estarão mais próximos dos títulos de terra que garantem segurança jurídica e a possibilidade de acesso a linhas de crédito e políticas públicas voltadas à segurança alimentar e à geração de emprego e renda no campo.
Recentemente, o diretor-presidente do Iteral, Jaime Silva, se reuniu com o governador Paulo Dantas para discutir o progresso dos trabalhos de responsabilidade do Instituto de Terras. Segundo Jaime, a intenção do líder do Executivo alagoano é seguir promovendo uma política de regularização fundiária inclusiva, de combate ao êxodo rural e voltada à promoção do desenvolvimento socioeconômico dos homens e mulheres do campo.
“Buscamos fazer dessa política de regularização fundiária um instrumento efetivo de acesso à terra enquanto meio de trabalho e geração de renda. A conquista dos documentos de posse das propriedades representa um verdadeiro divisor de águas nas vidas destes trabalhadores, pois significa um futuro próspero, repleto de oportunidades. Caminhando neste sentido, o Estado promove justiça social, fomentando a produção agrícola e garantindo a segurança alimentar de famílias em condição de vulnerabilidade”, afirmou o titular da autarquia.
Com o avanço dos trabalhos, espera-se que em breve as comunidades de União dos Palmares tenham a regularização fundiária completa, proporcionando aos agricultores familiares um ambiente mais seguro e propício para o desenvolvimento de suas atividades agrícolas, contribuindo assim para o crescimento econômico e social da região.
