O chefe do setor de Antropologia Forense do IML, Eduardo Nysiama, detalhou que as exumações administrativas foram fundamentais nesse processo. No cemitério Divina Pastora, por exemplo, a equipe do IML, em conjunto com o setor administrativo e os coveiros locais, foi responsável por localizar túmulos, remover ossadas, identificar suas origens e encaminhar os restos mortais para o ossuário. Este esforço resultou em espaço liberado para sepultamentos, com a colaboração essencial da Defensoria Pública de Alagoas.
Além disso, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) negociado pela Defensoria Pública Estadual com mais de 20 prefeituras do estado facilitou o sepultamento de corpos em diversas cidades do interior. Graças a essas parcerias, corpos foram destinados a municípios como União dos Palmares, Japaratinga, e Marechal Deodoro, entre outros.
Atualmente, o IML de Maceió ainda enfrenta o desafio de lidar com cerca de 60 corpos que aguardam sepultamento por falta de identificação ou requisição por familiares. Muitos estão pendentes de resultados de exames de DNA ou decisões judiciais. A manutenção de um ambiente adequado é crucial, pois a superlotação pode comprometer os sistemas de refrigeração, prejudicando a preservação dos corpos e a saúde dos profissionais que ali trabalham.






