A força-tarefa foi coordenada pelos peritos médicos legistas Eduardo Nisiyama e João Alfredo, que foram responsáveis por exumar um total de oito ossadas de corpos sepultados pelo IML e mais três ossadas de corpos da comunidade. Esses restos mortais foram catalogados, fotografados, identificados e transferidos para o ossuário do cemitério, possibilitando a abertura de novas vagas para futuros sepultamentos.
Além disso, a operação também teve como objetivo mostrar as condições e a realidade do Cemitério Divina Pastora à Defensoria Pública e à direção da Polícia Científica. Eduardo Nisiyama, chefe de perícias em mortos, propôs a construção de sepulturas verticais com gavetas para atender aos cadáveres não identificados ou não reclamados que se acumulam no IML. Essa medida visa organizar o espaço de forma mais eficiente e econômica, evitando a contaminação do solo.
Ao longo do ano, o IML de Maceió tem trabalhado arduamente para resolver o problema do acúmulo de corpos não reclamados. Em março, foram realizados sepultamentos em cemitérios de Colônia Leopoldina e São Luiz, em Maceió, além de União dos Palmares. A exumação dos corpos contou com a presença do defensor público Lucas Valença, do perito geral adjunto da Polícia Científica, Welington Melo, e de um representante da Autarquia de Desenvolvimento Sustentável e Limpeza Urbana (Alurb), responsável pelos cemitérios da capital.
Essa ação demonstra o compromisso das autoridades locais em garantir um tratamento digno e respeitoso aos falecidos, ao mesmo tempo em que busca soluções inovadoras para os desafios enfrentados na gestão dos espaços cemiteriais. A construção de sepulturas verticais representa uma alternativa sustentável e eficaz para o problema do acúmulo de corpos, contribuindo para a preservação do ambiente e a otimização do uso dos recursos disponíveis.






