Os resultados trouxeram à tona uma situação preocupante. A água coletada apresentou falhas em quatro critérios essenciais. Foram observados materiais flutuantes, como espuma e resíduos de sabão, além de níveis alarmantes de sulfeto total. Essa substância, oriunda da decomposição de matéria orgânica, pode ser tóxica para a vida marinha e causar riscos para a saúde humana. Os níveis encontrados foram quase quatro vezes superiores ao permitido.
Outro dado relevante veio da avaliação da Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO), que estava bem acima do nível ideal. Essa medida é vital para determinar a poluição orgânica, evidenciando um esgotamento do oxigênio que compromete a sobrevivência de peixes e outros organismos. Além disso, a presença de 4,8 milhões de coliformes em 100 mililitros de água indicou severa contaminação fecal. A ingestão ou contato com essas águas pode resultar em infecções, um sério problema de saúde pública no país.
A conclusão das análises confirmou a presença de efluentes sanitários, caracterizando lançar irregular de esgoto doméstico. Consequentemente, o IMA/AL emitiu um Auto de Infração baseado na legislação estadual, aplicando uma multa de R$ 100 mil à concessionária BRK Ambiental. A infração foi considerada grave, demandando medidas corretivas imediatas.
Gustavo Lopes, diretor-presidente do IMA/AL, ressaltou a importância do monitoramento contínuo e transparência. “Estamos intensificando a fiscalização para proteger o meio ambiente e garantir a saúde da população”, afirmou. O IMA/AL continuará vigilante na análise e implementação de ações necessárias para prevenir ocorrências futuras.







