O modelo adotado pelo hospital não só privilegia a tecnologia, mas também coloca a qualidade assistencial e a segurança do paciente no centro das suas operações. Por meio do sistema Join, que inclui programas como Bate Coração e AVC dá Sinais, as equipes conseguem emitir laudos de eletrocardiograma e avaliar rapidamente suspeitas de Acidente Vascular Cerebral, agilizando decisões clínicas críticas.
O diretor médico, Pedro Andrade, enfatiza que essa estrutura não apenas aprimora a tomada de decisão clínica, mas também diminui riscos assistenciais. Em casos de emergência, a capacidade de acessar rapidamente a opinião de especialistas pode ser determinante para o início de um tratamento eficaz, mesmo antes de uma eventual transferência do paciente.
Quando situações críticas são identificadas, como dores torácicas sugestivas de infarto ou traumas graves, um protocolo rigoroso de estabilização é imediatamente iniciado. Isto garante que os pacientes sejam transferidos de forma segura para unidades de referência, muitas vezes utilizando o suporte aeromédico, assegurando rapidez e segurança no transporte.
Júlia Vasconcelos, médica na área vermelha da unidade, ressalta que a integração rápida entre a equipe local e a telemedicina é crucial para desenhar a melhor estratégia de tratamento. O Núcleo Interno de Regulação (NIR) desempenha um papel indispensável na articulação com a Central de Regulação do sistema de saúde, coordenando o encaminhamento eficiente dos pacientes às unidades mais adequadas.
Tamylles Amorim, responsável pelo NIR, destaca ainda que o teleatendimento é crucial para pacientes que chegam sem diagnóstico definido, ajudando na rápida formulação de um quadro clínico claro e seguro. Dessa forma, a tecnologia não só salva vidas como também otimiza todo o processo de regulação dentro da rede de saúde.






