O paciente, que chegou ao hospital com uma lesão no punho de cerca de três semanas de evolução, apresentava uma fratura no rádio distal com agravantes que aumentavam sua complexidade. De acordo com o Dr. Givaldo Trindade, a fratura atingia duas articulações cruciais: a radiocárpica, responsável pelos movimentos de flexão e extensão, e a radioulnar distal, essencial para a pronação e supinação do antebraço.
A lesão não se limitava ao comprometimento dessas articulações. O osso, quebrado em múltiplos fragmentos, configurava uma fratura cominutiva, com desvios que levaram a uma subluxação dos ossos do carpo, complicando ainda mais o quadro clínico do paciente. “Trata-se de uma fratura intra-articular, dupla e com vários desvios, sendo uma das mais severas na região do punho”, destacou o Dr. Trindade.
A cirurgia visou a redução da fratura e a reconstrução meticulosa da anatomia do punho. Comparado a um quebra-cabeça, o procedimento exigia o reposicionamento preciso dos fragmentos ósseos, utilizando placas, parafusos e fios, com o objetivo de restaurar a estabilidade articular e a funcionalidade da mão.
Com expectativa de sucesso, a equipe médica espera devolver ao paciente não apenas a mobilidade, mas também a força e uma melhor qualidade de vida. O Hospital Metropolitano de Alagoas, operando integralmente pelo SUS, reafirma assim sua posição como uma referência em procedimentos complexos graças a sua infraestrutura moderna e equipe altamente qualificada, fornecendo assistência segura e efetiva à população do estado.
