No ano de 2024, o HGE registrou 142 casos de tentativas de suicídio, um aumento significativo após a abertura do Cais. Antes da sua criação, apenas 43 casos tinham sido reportados, ilustrando uma subnotificação relevante, que foi reduzida com o apoio do novo centro e a busca ativa realizada em colaboração com os departamentos de Psicologia e Serviço Social.
A psicóloga Soraya Suruagy enfatizou o delicado e cuidadoso trabalho necessário para lidar com pacientes que chegam ao HGE nesse contexto, ressaltando a necessidade de acolhimento sem julgamentos para transformar sofrimento em saúde. No entanto, sublinha-se que o hospital é apenas uma etapa no tratamento; após receber assistência médica, os pacientes são encaminhados para seguir com cuidados específicos em instituições de saúde mental.
O Cais, em conexão com a Rede de Atenção Psicossocial da Secretaria de Estado da Saúde, orienta os pacientes e seus familiares sobre a continuidade do cuidado através de unidades como as Básicas de Saúde e os Centros de Atenção Psicossocial. O acompanhamento pós-alta é um ponto essencial nesse processo, buscando evitar novas tentativas.
Dados do Ministério da Saúde indicam que mais de 700 mil pessoas morrem por suicídio anualmente no mundo, com um número muito maior de tentativas, afetando significativamente a esfera social e emocional de pessoas próximas.
A psicóloga Suruagy recomenda, entre outras estratégias, a criação de espaços familiares para diálogos abertos sobre sentimentos e preocupações. Além disso, alerta para a importância de reconhecer e responder a sinais de risco e mudanças comportamentais, incentivando o uso de redes de apoio pessoal e profissional para lidar com a saúde mental de forma abrangente.






