O procedimento ocorreu no penúltimo dia da Campanha Setembro Verde, dedicada à conscientização sobre a importância da doação de órgãos. A comoção foi grande, especialmente quando o paciente doador foi levado ao centro cirúrgico, passando por um corredor humano formado por familiares e profissionais de saúde, em um tributo tocante que ressaltou a nobreza do gesto de doação.
A Coordenadoria Intra-Hospitalar para Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) do HEA seguiu rigorosamente todos os protocolos exigidos pelo Ministério da Saúde. A família do paciente, mesmo em um momento de dor irreparável, entendeu a importância da doação, que possibilitará a duas pessoas, que aguardavam na fila de transplantes, uma nova chance de vida. “Mesmo neste momento de sofrimento, os familiares compreenderam a importância da doação e se sensibilizaram com as outras pessoas que estão na lista de transplante”, declarou Andervan Leão, coordenador da CIHDOTT do HEA.
A diretora-geral do HEA, Bárbara Albuquerque, destacou a relevância da decisão da família do doador. “Uma decisão é capaz de mudar a vida de muitas pessoas e ficamos felizes pela decisão da família deste paciente que disse ‘sim’ para a doação”, afirmou ela. Albuquerque também ressaltou os esforços contínuos do Governo Paulo Dantas e da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) em promover campanhas de conscientização e qualificação dos profissionais de saúde para lidar com esses momentos tão delicados e fundamentais.
Vale lembrar que esta não é a primeira vez que o HEA se destaca em procedimentos de captação de órgãos. Em maio deste ano, o hospital realizou a primeira captação de órgãos de sua história, com um fígado que mudou a vida de um paciente na fila de transplantes. A ação de sábado reforça o compromisso do HEA e de suas equipes médicas em salvar vidas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes, além de estimular a reflexão e a conscientização sobre a doação de órgãos em todo o estado de Alagoas.
Em um cenário onde a lista de espera por órgãos ainda é grande, cada gesto de doação se torna um farol de esperança para milhares de pessoas e suas famílias. A solidariedade demonstrada por familiares do paciente de 51 anos certamente marcará a história do HEA e servirá de exemplo para futuras doações.






