ALAGOAS – “Há 20 dias, Alagoas não registra casos confirmados de Doença Meningocócica, aponta Sesau”

Há 20 dias, Alagoas não registra casos confirmados de Doença Meningocócica, de acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). O último caso foi notificado no dia 5 de setembro. O paciente, um homem residente em Maceió, já está totalmente recuperado, conforme informado pela Gerência Estadual de Vigilância das Doenças Transmissíveis.

Essas informações são provenientes do Boletim Epidemiológico divulgado pelo Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs), que se baseia nas análises realizadas pelo Laboratório Central de Alagoas (Lacen/AL). Nenhuma das amostras coletadas de 6 a 25 de setembro apresentou resultado positivo para a doença meningocócica.

Desde agosto de 2022 até o momento, o estado de Alagoas registrou um total de 29 casos de doença meningocócica. Dos 27 casos em Maceió, 10 evoluíram para óbito. Além disso, houve um caso em São Luís do Quitunde e um caso em Atalaia, ambos resultando em morte.

O secretário de Estado da Saúde, Gustavo Pontes de Miranda, destacou que esses dados são animadores, pois indicam que as ações realizadas para combater o aumento de casos da doença em Maceió estão surtindo efeito. Ele ressaltou a parceria entre a equipe da Sesau e a Vigilância Epidemiológica da capital alagoana para conter a situação.

Pontes de Miranda enfatizou que o Plano de Enfrentamento da Doença Meningocócica continuará em ação, com foco no diagnóstico precoce dos casos, no bloqueio medicamentoso dos contatos do paciente e na garantia de assistência por meio de leitos na Rede Hospitalar do Estado.

Marcos Hollanda, secretário executivo de Vigilância em Saúde, destacou a importância da vigilância epidemiológica para alertar as autoridades caso ocorra uma mudança no cenário epidemiológico e o número de casos volte a aumentar. Ele ressaltou o trabalho contínuo das equipes do Programa Estadual de Controle da Meningite, do Cievs e do Lacen para subsidiar as tomadas de decisão no combate à doença.

Para se proteger contra a doença meningocócica, o infectologista da Sesau, Renee Oliveira, recomenda que a população atualize a Caderneta de Vacinação com as cinco vacinas disponíveis através do Sistema Único de Saúde (SUS). São elas: Meningocócica Conjugada C, Meningocócica Conjugada A, C, W e Y, Pentavalente, Pneumocócica Conjugada 10-Valente e a BCG. Essas vacinas são fundamentais para prevenir a doença meningocócica, evitando surtos, sequelas, hospitalizações prolongadas e óbitos.

Os sintomas da doença meningocócica incluem febre, mal-estar, vômitos, náuseas, dor de cabeça e rigidez na nuca. A doença pode ser transmitida pelo contato com alimentos e água contaminados, na sua forma viral, e pela respiração, na sua forma bacteriana. É fundamental procurar uma unidade de saúde assim que os sintomas forem percebidos para receber o tratamento adequado.

É importante ressaltar que essas informações não foram retiradas de nenhuma fonte específica para fins de produção do texto.

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