No sétimo mês de gestação, Emmanuelle recorreu à CIL em busca de acompanhamento em consultas e exames, garantindo que a língua de sinais fosse parte integral de sua jornada pré-natal. Ao todo, foram realizados 21 atendimentos que incluíram um leque abrangente de serviços médicos como consultas de pré-natal, exames laboratoriais, vacinação e até acompanhamento nutricional.
Com a aproximação do parto, a equipe da CIL já estava preparada para fornecer suporte constante. Foi em um sábado à noite que os familiares de Emmanuelle fizeram contato com a Central, informando sobre o início do trabalho de parto. Imediatamente, uma intérprete foi encaminhada para a maternidade, onde profissionais da CIL se revezaram em turnos para garantir um acompanhamento ininterrupto.
O nascimento do bebê ocorreu às 17h20 do dia seguinte, e o suporte continuou no período pós-parto. Segundo Patrícia Lira, coordenadora da CIL, a experiência reforça a importância da acessibilidade comunicacional, permitindo que as pacientes tenham autonomia e entendimento pleno de todas as informações médicas recebidas.
Este caso específico é o sexto acompanhamento de gestantes surdas realizado pela Central desde a retomada do serviço, há três anos. O serviço da CIL, oferecido gratuitamente pelo Governo de Alagoas, busca assegurar que pessoas surdas possam participar ativamente das decisões relacionadas à saúde, desde o pré-natal até o pós-parto.
Para acessar o serviço, usuários devem agendar previamente através de chamadas de vídeo, ligações convencionais ou mensagens de texto, tornando o processo mais acessível e inclusivo para todos.
