De acordo com os peritos, Charles Mariano e Rosana Coutinho, a cooperação entre as instituições foi crucial para o esclarecimento das circunstâncias que levaram ao trágico incidente, que resultou na morte de três pessoas. A explosão, ocorrido em 7 de novembro, teve origem no apartamento 731 B, devido ao transbordo irregular de gás e armazenamento impróprio, conforme explicou o perito criminal Gerard Deokaran. A explosão provocou danos consideráveis, levando ao desabamento do prédio e afetando outras unidades do conjunto residencial.
Marcelo Velez, também perito criminal, destacou a extensão dos danos causados pela explosão, atribuindo parte do agravamento à realização de modificações estruturais irregulares no edifício. A essas alterações, realizadas sem a devida autorização de engenheiros responsáveis, cabe em parte a responsabilidade pelo aumento do raio de destruição no local.
O Corpo de Bombeiros, representado pelos majores Holanda e J. Alves, frisou a responsabilidade da instituição não apenas no resgate e salvamento, mas também em desenvolver pesquisas para evitar desastres semelhantes no futuro. Durante a coletiva, eles enfatizaram que o laudo administrativo indicou a coexistência de hipóteses sobre a causa inicial do incidente, seja pelo uso indevido de fósforos ou interruptores, ou fenômenos termoelétricos.
O delegado Sidney Tenório afirmou que a conclusão do inquérito levará em consideração os laudos periciais e a possibilidade de extinção da punibilidade, visto que o proprietário do apartamento epicentro da explosão está entre os falecidos. Assim, as autoridades continuam a analisar se há outras pessoas envolvidas na negligência que culminou na tragédia, para definir os próximos passos legais. A explosão no residencial Maceió I enfatiza a necessidade de atenção à segurança no manuseio de botijões de gás, destacando a importância da consciência e responsabilidade coletivas para prevenir novos incidentes.






