Segundo Élida, a motivação para o estudo surgiu durante seu mestrado, ao perceber que a aceitação dos alimentos vai além de suas características intrínsecas, envolvendo também expectativas construídas em torno desses produtos. A nomenclatura de um alimento, especialmente quando associado a plantas silvestres, pode gerar percepções negativas, particularmente entre aqueles que não estão familiarizados com esses alimentos.
Os resultados revelam que nomes que remetem a plantas convencionais aumentam a aceitação dos consumidores. A pesquisa também destaca a neofobia alimentar, a resistência ao novo, como uma barreira significativa à aceitação.
Além das descobertas teóricas, o estudo deu origem ao projeto “Explorando o mundo das PANC”, que visa popularizar o conhecimento sobre esses alimentos por meio de atividades educativas. Essa iniciativa foi apresentada em eventos como a “Semana Nacional de Ciência e Tecnologia”.
O reconhecimento do trabalho pela Fapeal reforça a importância da pesquisa científica em Alagoas, incentivando futuros estudos que promovam a conservação da biodiversidade local. Élida Santos planeja aprofundar investigações sobre as cadeias produtivas da sociobiodiversidade, discutindo temas estratégicos como segurança alimentar e desenvolvimento sustentável.







