A exposição, gratuita e aberta ao público, é um mergulho nos conceitos que a renomada psiquiatra defendia. A professora de Educação Especial Arli Rijo liderou o projeto, inspirado pelo centenário de Nise e sua relevância global. “Nise, com seu tratamento centrado na empatia e compreensão, foi um tema natural para nossos estudos”, afirma Arli. O projeto começou com a análise de documentários e pesquisas aprofundadas.
A mostra divide-se em cinco temas: Loucura, Dor, Abandono, Cura e Amor. Esses eixos refletem a complexidade da obra de Nise e oferecem aos alunos a oportunidade de explorar suas interpretações pessoais. Sob a supervisão de profissionais como o psicólogo Givanildo Marques e a assistente social Gilvânia Barros, os alunos atravessaram um processo de aprendizado que uniu artes plásticas, saúde mental e protagonismo feminino.
Uma das participantes, Larissa Yasmin, destaca o impacto pessoal do projeto. “Procurar compreender a visão de Nise sobre seus pacientes me proporcionou uma nova perspectiva sobre sua vida e trabalho”, relata Larissa.
A gestão da escola vê a iniciativa artística como um alicerce educacional. Vanilson Coelho, diretor da instituição, enfatiza o papel contínuo da cultura na formação dos alunos. “A arte faz parte do nosso cotidiano e vemos um amadurecimento evidente nos alunos através desse tipo de projeto”, conclui.
A exposição não apenas valoriza o legado de Nise da Silveira, mas também proporciona uma plataforma para que jovens talentos alagoanos expressem suas visões criativas e se conectem com a rica história cultural de sua região. A iniciativa foi elogiada por Marcia Malafaia, titular da 1ª Gerência Especial de Educação, que destacou seu potencial de inspiração para futuras gerações.
