Dificuldades na comunicação, no contato visual e nas interações sociais são alguns sinais que podem despertar a atenção das famílias, incentivando a busca por avaliação profissional. A intervenção precoce é considerada um dos principais fatores para um acompanhamento eficaz, como destaca o terapeuta ocupacional Thiago Eudes. Ele enfatiza que sinais podem estar presentes desde os primeiros meses, como a ausência de sorriso social e dificuldades em manter contato visual.
No CER III, o atendimento multidisciplinar é fundamental. Profissionais de terapia ocupacional, fonoaudiologia e psicologia trabalham juntos para desenvolver estratégias personalizadas, focando na autonomia e nas habilidades sociais. A participação ativa da família é essencial, pois o desenvolvimento ocorre em todos os contextos em que a criança está inserida.
A fonoaudióloga Cecília Marques chama atenção para o uso prolongado de telas, que pode prejudicar o desenvolvimento motor e social. Além disso, profissionais desmistificam mitos sobre o autismo, como a ideia de cura e o receio quanto ao uso de comunicação alternativa, afirmando que esses recursos podem, na verdade, estimular a fala.
Para as meninas, o diagnóstico tende a ser mais tardio, já que muitas conseguem mascarar dificuldades sociais. Por isso, é importante estar atento a sinais mais sutis. Os especialistas reforçam que a avaliação precoce é essencial para um desenvolvimento saudável, destacando que o acompanhamento adequado pode melhorar significativamente a qualidade de vida das crianças.







