Segundo Pontes, a origem da doença reside na degeneração das células na substância negra do cérebro, responsáveis pela produção de dopamina, um neurotransmissor vital para o controle dos movimentos. A ausência ou redução da dopamina é a responsável pelos principais sintomas da doença. Além dos aspectos motores, o Parkinson também pode apresentar sintomas não motores como perda do olfato, problemas intestinais, distúrbios do sono, ansiedade e depressão, que frequentemente precedem o diagnóstico clínico.
Um dos pontos destacados pela especialista é que os tremores, embora amplamente conhecidos, não são o primeiro sinal da doença e estão presentes em uma minoria dos casos. “O primeiro sintoma é a lentidão”, afirmou Pontes, enfatizando a importância da observação atenta dos sinais iniciais que muitas vezes se confundem com características do envelhecimento.
O diagnóstico do Parkinson é predominantemente clínico, realizado através de avaliações detalhadas por um neurologista. A especialista também frisou que, no SUS, os pacientes têm acesso a acompanhamento médico especializado e a medicamentos que ajudam a controlar os sintomas. O tratamento da doença é multiprofissional, combinando abordagens medicamentosa e não medicamentosa. A participação de fisioterapeutas, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais é crucial para manter a mobilidade, a fala e a independência dos pacientes.
Pontes pontua a importância da identificação precoce da doença e o papel fundamental dos familiares e cuidadores em perceber sinais sutis que possam indicar a necessidade de atenção especializada. O Parkinson, geralmente associado ao envelhecimento, é mais comum após os 60 anos, mas também pode ocorrer precocemente devido a fatores genéticos.
Com essas informações, a Sesau reforça seu compromisso em conscientizar a população sobre o Parkinson e a importância de um tratamento adequado e acessível por meio do SUS.





