A disfagia é mais comumente observada em idosos, devido à perda natural de força muscular, mas também afeta indivíduos com doenças neurológicas como AVC, Parkinson e Alzheimer. Além disso, recém-nascidos prematuros, pessoas internadas em UTIs e pacientes com câncer de cabeça e pescoço são outros grupos de risco identificados.
Denisson Melo enumerou alguns sinais de alerta importantes que indicam a presença de disfagia: engasgos frequentes, tosse durante as refeições, sensação de alimento preso na garganta, perda de peso inexplicada e pneumonias recorrentes.
Ele aconselha que, mesmo que nem todos os casos possam ser evitados, é possível mitigar os riscos com o controle de doenças neurológicas, práticas de higiene oral adequadas, uma dieta balanceada e o acompanhamento regular por um fonoaudiólogo. Esses cuidados são particularmente cruciais para pessoas em grupos de risco, especialmente após internações ou acidentes vasculares cerebrais.
O tratamento da disfagia requer uma abordagem interdisciplinar, envolvendo fonoaudiólogos, médicos e nutricionistas. A avaliação precoce é crucial para garantir a segurança e o bem-estar do paciente. Em casos de sintomas, Melo recomenda buscar a unidade de saúde mais próxima para um diagnóstico e tratamento adequados.
