Na esfera federal, o cenário é igualmente desanimador. A bancada de Alagoas na Câmara dos Deputados é composta exclusivamente por homens, o que reforça a precariedade da representação feminina no legislativo. No Senado, a situação se repete: embora a senadora Eudócia Caldas esteja presente, sua forma de eleição não foi pelo voto popular, o que a distancia da experiência de uma legítima representante escolhida pela população.
As razões para essa disparidade não são atribuídas à falta de competência ou excelência feminina. As mulheres alagoanas têm se mostrado mais do que capacitadas para assumir papéis de liderança e decisionais. O entrave está enraizado em um sistema político que ainda parece considerar o poder uma esfera exclusiva dos homens. Essa percepção não só marginaliza as mulheres como também empobrece o debate democrático, que se beneficia da diversidade de experiências e perspectivas.
Enquanto outros estados progridem na busca por uma representação equilibrada, a luta por igualdade de gênero em Alagoas ainda enfrenta desafios monumentais. É necessário que haja uma conscientização coletiva e uma mobilização significativa que rompa com essa barreira histórica, permitindo que as mulheres não apenas façam parte do processo político, mas ocupem posições de liderança que reflitam verdadeiramente a sociedade que representam. Em última análise, a mudança depende do desejo coletivo de ver uma Alagoas mais justa e igualitária.




