Durante a oficina, a comunidade local desempenhou um papel fundamental no mapeamento das áreas de manguezais e na identificação de suas dinâmicas e desafios. A consultora ambiental do IMA/AL, Islane Emília, destacou a importância da participação dos moradores, que além de dependentes dos recursos naturais, atuam como guardiões do ecossistema. “A presença deles é essencial para entender as dinâmicas locais e desenvolver políticas públicas efetivas”, afirmou.
Este esforço conjunto ressalta a importância dos manguezais como berçários da biodiversidade e sua contribuição na contenção da erosão e geração de renda, tanto pela pesca como pelo turismo comunitário. A procuradora da República, Juliana Câmara, sublinhou que proteger esses ecossistemas é indispensável para a vida marinha e para as comunidades que dela dependem.
A oficina também serviu como um canal para os moradores expressarem suas preocupações e sugestões. De acordo com a professora Simone Affonso, do IGDEMA/UFAL, essa troca de informações enriquecerá futuras pesquisas e estratégias de gestão ambiental. Novas oficinas estão planejadas para outras localidades, como Barra de São Miguel e Marechal Deodoro.
O promotor de Justiça, Alberto Fonseca, elogiou a participação ativa da comunidade, ressaltando que ela é crucial para a construção de políticas eficientes de preservação. Por sua vez, Maria Lúcia, presidente da Associação de Ostreicultores de Barreiras, comemorou a oportunidade de aprendizado e o compromisso com a preservação do manguezal.
Esta colaboração entre academia, órgãos públicos e comunidade sinaliza um passo importante na proteção dos manguezais e na promoção do desenvolvimento sustentável em Alagoas.
