Durante a iniciativa, diversas dinâmicas foram conduzidas com os participantes, cujo objetivo principal era fornecer esclarecimentos sobre os canais de denúncias disponíveis e as portas de entrada na rede estadual de Saúde para o atendimento de vítimas. Após as atividades, técnicos da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) se reuniram com os profissionais da unidade para discutir a importância de qualificar as notificações dos casos de violência contra mulheres, visando aprimorar a resposta e o suporte oferecido a essas vítimas.
Rita Murta, gerente de Vigilância e Controle das Doenças não Transmissíveis da Sesau, ressaltou a importância de momentos de orientação como esses para o enfrentamento da violência doméstica. “Nosso objetivo foi levar informações de forma clara e objetiva para os pacientes, bem como promover um bate-papo com os profissionais da saúde para aumentar a sensibilidade nas notificações de casos de violência. Esses dados são fundamentais para compreendermos melhor os perfis das vítimas e, assim, direcionarmos de maneira mais eficaz as políticas públicas voltadas ao tema”, destacou Murta.
A dona de casa Josenilda da Silva, uma das participantes da palestra, enfatizou a relevância da iniciativa. “Foi muito enriquecedor. Pudemos conhecer nossos direitos e saber onde buscar ajuda. Já fui vítima de violência doméstica e, na época, não existia uma rede de apoio como a atual. É gratificante ver a evolução nesse aspecto e isso certamente encoraja outras mulheres a denunciarem”, afirmou Josenilda.
O diretor da Clínica da Família, médico Juan Pérez, frisou que os profissionais da unidade são constantemente treinados para realizar atendimentos humanizados, aptos a acolher vítimas de violência. “Notamos um aumento nos casos de violência contra a mulher atendidos. Isso demonstra que mais mulheres estão buscando ajuda, embora também revele a magnitude do problema. Estamos comprometidos em qualificar continuamente nossa base de dados e otimizar nossos serviços de atendimento”, concluiu Pérez.
Importante lembrar que as mulheres vítimas de violência têm diversas opções de apoio. Na Rodoviária de Maceió, no bairro do Feitosa, a Sala Lilás oferece orientações psicológicas e jurídicas com psicólogos e advogadas. Além disso, há delegacias especializadas e o Hospital da Mulher, no Poço, com uma sala específica para acolher vítimas de violência sexual.
Essa ação da Clínica da Família do Jacintinho reflete um esforço contínuo para enfrentar a violência de gênero e garantir um suporte mais efetivo para as vítimas, contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa e segura para todas as mulheres.
