Tâmara Kely frisou que não há uma forma segura de consumir cigarros eletrônicos. É essencial que os jovens, em particular, evitem cair nesse hábito, que pode resultar em complicações sérias de saúde e, em casos extremos, na morte. Em sua análise, ela reforçou que, ao contrário da percepção comum de que seriam mais seguros, os dispositivos eletrônicos são igualmente prejudiciais à saúde, contendo substâncias tóxicas que provocam diversas doenças e fomentam a dependência. Alguns modelos chegam a ter uma concentração de nicotina equivalente a 20 cigarros comuns.
Além dos danos à saúde, a venda e o consumo desses dispositivos são ilegais no Brasil, conforme regulamentação atualizada pela Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 855 de 2024. A legislação proíbe não apenas o uso, mas também a fabricação, importação, e comercialização dos cigarros eletrônicos. É expressamente vedado o uso de dispositivos fumígenos em locais fechados, sejam eles públicos ou privados.
O secretário estadual de saúde, Gustavo Pontes de Miranda, enfatizou a importância de informar a população sobre os riscos associados aos cigarros eletrônicos, destacando que estes representam uma ameaça real à saúde dos alagoanos. Ele continuou reiterando a necessidade de se abster do uso desses dispositivos para garantir uma segurança clínica e o bem-estar físico e mental.
Para aqueles que buscam abandonar o vício, o Programa Estadual de Controle do Tabagismo oferece suporte aos municípios de Alagoas. Várias localidades, incluindo Arapiraca, Coruripe, e Maceió, contam com Núcleos de Atenção ao Fumante, acessíveis para quem deseja tratamento e apoio nessa jornada. Em Maceió, locais como o II Centro de Saúde Dr. Diógenes Jucá e o Hospital Universitário Professor Alberto Antunes estão à disposição para auxiliar aqueles que buscam largar o cigarro eletrônico e retomar uma vida saudável.





