No Ceam, o atendimento começa com uma triagem inicial, onde são coletadas informações para abrir o prontuário da assistida. A partir daí, uma equipe multidisciplinar composta por psicólogas, uma assistente social e uma advogada avalia a situação e encaminha as vítimas para os serviços necessários. O objetivo é garantir acompanhamento psicológico, orientação jurídica e acesso à rede socioassistencial.
Segundo Christiane Omena, coordenadora do Ceam, muitas mulheres chegam ao centro buscando segurança e apoio para romper o ciclo de violência. “O suporte psicológico e jurídico fortalece essas mulheres para prosseguir com as denúncias e reivindicar seus direitos”, explica a coordenadora.
Além disso, destaca-se a importância do acompanhamento psicológico para promover a compreensão da violência e fortalecer a autoestima das assistidas. Tatyanne Barreto, psicóloga do Ceam, enfatiza que o atendimento busca criar um espaço seguro e sem julgamentos, contribuindo para que as mulheres retomem sua autonomia.
No âmbito jurídico, a advogada Beatriz Vasco esclarece que o atendimento começa desde a escuta inicial, orientando as assistidas sobre seus direitos e processos judiciais. Beatriz reforça que o conhecimento dos próprios direitos pode ser libertador para as mulheres, conferindo-lhes força para buscar proteção legal e recomeçar.
O Ceam também promove iniciativas de prevenção à violência, como o Cine Ceam e o projeto Dia Delas, voltado para mulheres em contexto de privação de liberdade. Estas ações visam sensibilizar e educar sobre temas cruciais como a violência de gênero e a Lei Maria da Penha.
Com um ambiente dedicado e projetos inovadores, o Ceam Jarede Viana reafirma seu compromisso com a vida e a dignidade das mulheres alagoanas, oferecendo um caminho de esperança e reconstrução. O centro funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h, proporcionando um abrigo essencial para quem precisa.





