Nos últimos cinco meses, o Cetas recebeu cerca de 2080 espécies, sendo a maioria delas provenientes do tráfico de animais silvestres. Das espécies que deram entrada no centro, 1.247 são aves, que são o principal alvo desse comércio ilegal. Entre as aves mais recorrentes estão o papa-capim, galo de campina, sebite e sabiás, todas conhecidas por seus cantos harmoniosos. Também foram registrados animais como saguis, preguiças, jabutis e jiboias.
Para combater essa prática, Ana Cecília Pires, médica veterinária do IMA, orienta que a população não compre animais silvestres em feiras livres ou de espaços sem licença, pois isso estimula o tráfico. Ela também ressalta que as pessoas não devem receber animais ilegais provenientes de terceiros. É importante conferir se o empreendimento é legalizado e se possui toda a documentação necessária antes de adquirir uma espécie nativa.
Além disso, a população pode contribuir denunciando casos de comércio ilegal de animais silvestres. O aplicativo IMA Denuncie possui uma aba específica para esse tipo de denúncia, onde é possível inserir imagens e coordenadas. Outra opção é entrar em contato com o Batalhão de Polícia Ambiental de Alagoas (BPA/AL) através do número (82) 98833-5879.
O Cetas não apenas recebe animais vítimas do tráfico, mas também animais provenientes de entrega voluntária ou de fiscalizações realizadas por órgãos ambientais. Após a reabilitação, esses animais são destinados para áreas definidas pelos biólogos e veterinários, onde são soltos na natureza. Nos casos em que os animais não podem ser reintroduzidos, eles são destinados para criadouros comerciais, zoológicos ou criadouros conservacionistas.
É importante ressaltar que a posse de animais silvestres ilegais deve ser evitada, pois isso pode causar desequilíbrio ecológico. Se alguém estiver com um animal ilegal em sua posse, a melhor atitude é entregá-lo de maneira voluntária no Cetas, localizado na Avenida Fernandes Lima, nº 4023, bairro do Farol, em Maceió. Além disso, o centro também aceita doações de materiais como jornais, revistas, cadernos, toalhas, lençóis e panos, que são utilizados para cuidar dos animais.
A proteção da fauna silvestre é responsabilidade de todos, e iniciativas como as do Cetas contribuem para preservar a biodiversidade e garantir o bem-estar dos animais. A população pode e deve colaborar nessa causa, denunciando casos de tráfico e evitando a compra ilegal de animais silvestres.







