A coordenadora da Central, Daniela Ramos, explicou que grande parte da recusa ocorre devido a motivos e tabus sociais, além da falta de conscientização sobre a morte encefálica, um processo irreversível. Ela ressaltou que a recusa muitas vezes ocorre por desconhecimento da vontade do falecido em vida, medo de deformação do corpo e questões religiosas, embora nenhuma religião seja oficialmente contra a doação de órgãos.
Ramos destacou a importância de conscientizar os familiares sobre a escolha do doador em vida e ressaltou que a decisão de autorizar a doação cabe à família do potencial doador, de acordo com a legislação vigente. Após o diagnóstico de morte encefálica, os médicos solicitam a autorização da família para a doação dos órgãos.
A coordenadora também explicou o processo de validação dos órgãos após a autorização da família. Os órgãos têm tempos de validade específicos, e é necessário realizar uma série de exames antes de inserir o órgão no sistema de busca por um receptor compatível.
A Central de Transplantes de Alagoas conta com uma equipe especializada para acompanhar e orientar as famílias durante todo o processo de doação de órgãos. A conscientização e sensibilização sobre a importância da doação de órgãos são essenciais para salvar vidas e reduzir o índice de recusa familiar no estado.
Portanto, a atuação da Central de Transplantes de Alagoas é fundamental para garantir que mais pessoas na lista de espera por um transplante possam receber o órgão necessário e retomar sua qualidade de vida. A conscientização e o apoio das famílias são essenciais para o sucesso desse processo tão importante para a saúde e a vida de muitas pessoas em Alagoas.






