Essa ação educativa faz parte da programação da Campanha Setembro Verde, que busca aumentar o número de transplantes de órgãos realizados em Alagoas. De janeiro a agosto deste ano, foram realizados 63 procedimentos no Estado, o que representa um aumento de 12,5% em comparação com o mesmo período do ano passado.
O secretário de Estado da Saúde, Gustavo Pontes de Miranda, ressaltou a importância da conscientização e captação de órgãos para diminuir a fila de espera por um transplante. Ele destacou a iniciativa da Central de Transplantes de Alagoas na realização da ação educativa.
A coordenadora da Central Estadual de Transplantes de Alagoas, Daniela Ramos, enfatizou que, no Brasil, a doação de órgãos só pode ser realizada com autorização familiar. Por isso, é fundamental conscientizar a população e desfazer os mitos e medos que ainda existem em relação à doação de órgãos. Ela ressaltou que apenas os familiares podem autorizar a doação, mesmo que a pessoa tenha expressado o desejo de ser doadora em vida.
Daniela explicou que as doações de órgãos seguem uma série de processos e protocolos de segurança, incluindo o diagnóstico de morte encefálica, autorização familiar, avaliação dos órgãos e exames de compatibilidade. Ela ressaltou que o sistema de doação é rígido e seguro, e que a família é informada sobre todo o processo e solicitada a dar o consentimento para a doação.
Durante a ação educativa, moradores e frequentadores da praia de Ponta Verde foram abordados pela equipe da Central de Transplantes de Alagoas e receberam orientações sobre a importância da doação de órgãos. Uma das pessoas abordadas foi Marli Vieira, de 70 anos, que elogiou a atividade e realizou os testes rápidos disponibilizados. Ricardo Ragazzi, de 27 anos, aproveitou a ação para declarar-se doador de órgãos e cadastrar-se como doador de medula óssea.
A iniciativa da Sesau e da Central de Transplantes de Alagoas busca sensibilizar a sociedade para o tema da doação de órgãos e contribuir para aumentar o número de transplantes realizados no estado.