Lançada há mais de dez anos, essa mobilização nacional é inspirada em dados alarmantes da Organização Mundial da Saúde (OMS), que indicam que mais de um bilhão de pessoas no mundo lidam com algum tipo de transtorno mental. Dentre essas, adolescentes representam cerca de 14%, o que ressalta a urgência de se discutir o tema de forma ampla e aberta.
A supervisora de Atenção Psicossocial da Sesau, Tereza Cristina Tenório, reafirma a necessidade de se tratar a saúde mental como uma questão que vai além de uma condição individual. Ela menciona que aspectos sociais, econômicos, políticos, culturais e ambientais têm forte impacto no bem-estar mental, o que demanda uma análise cuidadosa para fornecer tratamentos realmente eficazes.
Para aqueles que buscam ajuda, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece suporte por meio da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) dos municípios oferecem serviços essenciais para a população. Adicionalmente, a Sesau reforça seus esforços com programas como o Centro de Acolhimento Integrado e Prevenção do Suicídio e Autolesão (Cais) e o programa Mate Masie, que promovem equidade no atendimento e a reabilitação psicossocial para comunidades tradicionais.
O Janeiro Branco emerge assim como um marco no calendário da saúde, convidando cada um de nós a refletir sobre a importância de cuidar do nosso próprio bem-estar emocional e, simultaneamente, apoiar os que nos rodeiam. A Sesau, junto com demais instituições de saúde e sociedade civil, reitera seu compromisso em fazer da saúde mental uma prioridade coletiva.
