Entre janeiro e outubro de 2024, os esforços do BPA resultaram no resgate de 3.734 animais mantidos em cativeiros ilegais. Deste total, impressionantes 3.709 eram aves, incluindo espécies notáveis como os galos-de-campina e papa-capim. Grande parte das operações do BPA foi movida por denúncias da população, embora a fiscalização preventiva também tenha desempenhado um papel importante. O sargento Rosival Santos, comandante de guarnição do BPA, ressalta a persistente cultura de cativeiro ilegal, uma prática que requer não apenas repressão, mas também conscientização.
“As ações do BPA não se limitam apenas ao resgate e registro dos casos, mas também incluem a conscientização sobre os impactos ambientais dessas práticas”, explica o sargento. “Muitos ainda veem isso como uma ‘terapia’, sem perceber os danos à fauna e ao ecossistema em geral. Nosso trabalho de educação ambiental tem, em alguns casos, feito com que as pessoas entreguem voluntariamente os animais, permitindo sua reabilitação e retorno à natureza.”
As ocorrências são mais frequentes em Maceió e na Região Metropolitana, predominantemente durante as tardes e nos fins de semana. No entanto, a chegada das autoridades muitas vezes resulta na fuga dos infratores, que abandonam os animais no local. Dados comparativos mostram uma diminuição no número de casos em relação aos anos anteriores, o que o sargento acredita ser reflexo de uma crescente conscientização ambiental. No entanto, o trabalho continua, pois muitos casos ainda precisam ser combatidos diariamente. A população pode denunciar práticas ilegais por meio do 190, pelo disque denúncia 181, ou diretamente ao BPA.






