De acordo com Wanderley, o processo de aterosclerose é gradual e contínuo, onde as artérias, comparadas a tubos vitais para o transporte sanguíneo, começam a acumular placas chamadas ateromas. Ao longo do tempo, esse acúmulo endurece e estreita a passagem de sangue, comprometendo a flexibilidade dos vasos.
A doença não discrimina idade, podendo afetar qualquer pessoa, especialmente aquelas com hábitos alimentares inadequados desde cedo. Wanderley enfatiza que, apesar de haver maior incidência em homens entre 45 e 55 anos, o risco para mulheres aumenta após a menopausa.
Além da predisposição genética, fatores como hipertensão, colesterol elevado, diabetes, obesidade e sedentarismo agravam as chances de desenvolvimento da aterosclerose. O especialista ressalta que, diferentemente dos fatores genéticos, esses riscos podem ser mitigados com modificações no estilo de vida.
A aterosclerose é traiçoeira por ser silenciosa, com sintomas manifestando-se apenas quando a obstrução arterial é significativa. No coração, pode causar angina; no cérebro, tontura ou fraqueza; e, nas pernas, dor ao caminhar que melhora com repouso.
A prevenção é possível e depende de escolhas diárias. Wanderley recomenda uma alimentação equilibrada e atividades físicas regulares, ressaltando que cuidados com o coração devem começar o quanto antes, visando preservar a saúde das artérias e prevenir complicações futuras.
