Mestra Irinéia, de União dos Palmares, celebra a oportunidade: “Estou muito feliz. No início, minhas peças não tinham valor, mas agora as pessoas as reconhecem e procuram”, afirmou. Já o mestre Chico Cigano, cuja trajetória no manejo de madeira já atravessou fronteiras, reflete sobre sua jornada: “Minhas obras já foram para a França e esta é a terceira vez na Itália”, comentou, orgulhoso das chaleiras de madeira que integraram galerias mundo afora.
A exposição, com curadoria de Marco Aurélio Pulchério, é parte do programa Alagoas Feita à Mão, promovido pela Secretaria de Estado de Relações Federativas e Internacionais. A secretária Jacqueline Rêgo sublinhou a importância da exposição para ampliar o alcance do artesanato alagoano: “É um reconhecimento do trabalho e da dedicação dos nossos artistas à cultura e à arte do nosso estado.”
O evento, sediado no Fuorisalone Le Cavallerizze, um edifício histórico do século XIX, oferece uma plataforma internacional que destaca a autenticidade e o valor do artesanato alagoano, proporcionando visibilidade e novas oportunidades para os artesãos locais em mercados internacionais.
