Alagoas Alcança Menor Taxa de Analfabetismo da História com Queda de 30% em Seis Anos, Segundo Dados do IBGE

Os recentes dados do módulo de Educação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sinalizam um avanço significativo para o estado de Alagoas. Com uma taxa de analfabetismo agora fixada em 13,1% entre a população com 15 anos ou mais, o estado atinge um marco histórico, a menor taxa registrada desde o início da série histórica em 2016, quando o número estava em alarmantes 18,3%. Esta queda de quase 30% destaca o impacto positivo das políticas públicas voltadas à educação, especialmente as iniciativas de busca ativa e o aumento do acesso ao ensino.

Apesar da boa notícia, Alagoas ainda enfrenta desafios no contexto nacional. As marcas do analfabetismo são particularmente evidentes entre as gerações mais velhas, que tradicionalmente tiveram menos oportunidades de educação. Entretanto, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) tem se empenhado em promover alfabetização na idade correta e em reintegrar jovens e adultos ao ambiente escolar.

Os números da PNAD Contínua ainda revelam que a escolarização em Alagoas atingiu impressionantes 95,8%, superando a média nacional de 94,9%. O acesso à educação tornou-se praticamente universal, com 99,4% das crianças entre 6 a 14 anos frequentando o Ensino Fundamental na série correspondente à sua idade. Além disso, o tempo médio de permanência na escola aumentou para 9,1 anos, o que representa um avanço significativo em comparação aos 7,6 anos registrados em 2016.

O governador Paulo Dantas, por meio do programa Creche Cria, tem contribuído efetivamente com a entrega de 86 creches em áreas vulneráveis, atendendo crianças de 6 meses a 5 anos. Este foco na infância é complementado por ações voltadas à Educação de Jovens e Adultos (EJA), com o objetivo de mitigar o analfabetismo remanescente e fornecer novas oportunidades de escolarização.

Dirlene Monte, gerente especial de Fortalecimento da EJA na Seduc, ressalta que os dados do IBGE refletem não apenas uma redução nos índices de analfabetismo, mas também uma estratégia de longo prazo que requer investimentos contínuos. O programa Brasil Alfabetizado conta atualmente com mais de 1.140 turmas em todo o estado, beneficiando cerca de 16 mil alunos. Outro projeto, o Vem que Dá Tempo, visa reintegrar jovens e adultos que abandonaram a escola, com 174 polos abertos.

Essas iniciativas já vêm demonstrando resultados: a EJA ultrapassou 20 mil matrículas em 165 escolas públicas em 2025. Para Dirlene, a luta contra o analfabetismo e pela inclusão educacional exige não apenas políticas de acesso, mas também um currículo que valorize as experiências de vida dos alunos e as aproxime das realidades profissionais. Essa abordagem torna o aprendizado mais significativo e facilita a integração dos cidadãos à sociedade. As mudanças em Alagoas ressaltam a importância de se continuar investindo em educação para promover um futuro mais igualitário e justo.

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