Segundo o relatório, foram desmatados 871 hectares de vegetação nativa em Alagoas, o equivalente a cerca de 1.220 campos de futebol oficiais. Este número representa apenas 0,1% do desmatamento total ocorrido no Brasil, que registrou 984.794 hectares em 2025. Pela primeira vez desde 2019, o país conseguiu ficar abaixo da marca de 1 milhão de hectares desmatados em um único ano.
O coordenador de Geoprocessamento do IMA-AL, Daniel da Conceição, destaca que a identificação das causas do desmatamento é fundamental. A análise envolve a observação dos chamados vetores de pressão, que incluem a agropecuária, aquicultura, expansão urbana e outros fatores, com a agropecuária sendo o principal vetor em Alagoas.
Em termos de proteção ambiental, apenas 4,7% do desmatamento no Brasil ocorreu em Unidades de Conservação, sendo que em Alagoas, essas áreas abrangem biomas como a Caatinga e a Mata Atlântica. As operações integradas entre o IMA-AL e outros órgãos têm sido cruciais, proporcionando fiscalização e educação ambiental efetivas.
Gustavo Lopes, diretor-presidente do IMA-AL, ressalta a importância do monitoramento por satélite e a utilização de bases de dados ambientais no combate ao desmatamento ilegal. O resultado obtido é visto como um sinal positivo de que Alagoas está no caminho certo para garantir um futuro sustentável, ao integrar desenvolvimento econômico e preservação dos recursos naturais.




