O protocolo surge em um momento crucial, onde a violência contra idosos é percebida como um dos problemas mais prementes e ainda subestimados da atualidade. A nova diretriz representa um marco no compromisso do estado em garantir os direitos fundamentais desse grupo, que tem o direito de viver em um ambiente de respeito e segurança.
O projeto foi elaborado com a cooperação de diversas entidades, configurando-se em uma robusta rede de apoio às vítimas. Instituições como o Centro de Direitos da Pessoa Idosa (CDPI), o Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Idosa (CEDPI) e a Rede de Atenção às Violências (RAV) estão entre os participantes, além de contar com a colaboração de hospitais, unidades de pronto atendimento (UPAs), secretarias estaduais e organismos jurídicos como o Ministério Público e o Tribunal de Justiça. Essa colaboração intersetorial é uma garantia de que o atendimento oferecido será abrangente e eficaz.
De acordo com Arabella Mendonça, a secretária de Estado responsável pela pasta, o protocolo é fruto de um esforço compartilhado e coordenado, refletindo o trabalho que já está em andamento em Alagoas. Ela ressalta que “a atuação intersetorial e articulada permite oferecer serviços que efetivamente garantem os direitos dos idosos”. Mendonça também destacou a padronização nos atendimentos, que será fundamental para assegurar uma resposta consistente e eficaz para todas as pessoas que precisam de ajuda.
Com sua implementação, o protocolo estará acessível ao público no site da Secdef, facilitando o download e o acesso por qualquer interessado. A expectativa é que essa medida pioneira se torne uma referência nacional, estimulando outros estados a adotarem práticas semelhantes e contribuindo para a erradicação da violência contra idosos em todo o Brasil.
