O Democracia Cristã (DC) oficializou a pré-candidatura do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, à Presidência da República nas eleições de 2026. A decisão provocou reação do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo, que vinha sendo tratado pela legenda como principal nome do partido para a disputa nacional.
Em nota divulgada no sábado (16), Aldo Rebelo afirmou que não retirou sua pré-candidatura e criticou a condução do processo dentro do partido. Segundo ele, o anúncio da possível candidatura de Joaquim Barbosa desrespeita princípios democráticos e compromissos assumidos anteriormente pela legenda.
“A candidatura anunciada em um balão de ensaio de Joaquim Barbosa é uma afronta a tudo o que defendo como relações políticas apoiadas na transparência e nas decisões democráticas”, declarou.
A confirmação do nome de Joaquim Barbosa foi feita pelo presidente nacional do DC, João Caldas. Em comunicado oficial, o dirigente afirmou que o ex-ministro do STF representa uma alternativa de “união nacional” e de reconstrução da confiança da população nas instituições brasileiras.
Nos bastidores, integrantes do partido avaliam que Aldo Rebelo não conseguiu consolidar viabilidade eleitoral. Pesquisa Quaest divulgada na última semana mostrou o ex-ministro com menos de 1% das intenções de voto.
Até a manhã desta segunda-feira (18), Joaquim Barbosa não havia se manifestado publicamente sobre a oficialização de sua pré-candidatura nem sobre as declarações feitas por Aldo Rebelo.
Ex-presidente do STF, Joaquim Barbosa ganhou notoriedade nacional ao relatar o processo do mensalão, em 2012. Em 2022, declarou apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda no primeiro turno das eleições presidenciais.





