Durante o julgamento, que se estendeu por oito semanas, os envolvidos no processo assistiram a uma série de depoimentos e evidências, revelando a complexidade em torno das responsabilidades que levaram ao trágico acidente. Presença marcante no tribunal, Daniele Lamy, presidente da associação das vítimas do voo, não escondeu sua emoção após o anúncio da sentença, declarando que a “justiça foi feita”. Parentes das vítimas receberam a decisão em silêncio, refletindo a dor que ainda permanece em suas vidas.
Antes deste veredicto, um tribunal de primeira instância havia absolvido ambas as empresas em 2023, o que gerou frustração entre os familiares. A decisão atual impõe uma multa de 225 mil euros para cada empresa, uma quantia que, embora considerada simbólica por muitos analistas, carrega um significado importante para os familiares das vítimas, que alegam que a reputação das companhias aéreas estava em jogo.
Ambas as empresas, em resposta ao veredito, manifestaram intenção de recorrer à Suprema Corte da França, desconsiderando a pressão e os apelos dos familiares para que encerrassem a disputa judicial. A continuidade do processo jurídico, conforme apontado por advogados, pode se prolongar por anos, com a possibilidade de um novo julgamento caso o recurso seja admitido.
As investigações sobre o acidente descobriram que a tripulação do avião cometeu erros críticos ao tentar manejar falhas relacionadas a sensores do sistema, resultando em uma perda de sustentação da aeronave. Embora a responsabilidade dos pilotos tenha sido um foco nos relatórios anteriores, o tribunal agora voltou sua atenção para as supostas falhas tanto da Airbus quanto da Air France em relação ao treinamento e à manutenção dos sistemas de segurança, complicando ainda mais as alegações de responsabilidade.





