A História da Árvore da Vida de Aguinaldo Silva
O renomado autor Aguinaldo Silva compartilhou uma comovente lembrança sobre um presente especial que recebeu em 1970. No dia da sua mudança para uma nova residência no Rio de Janeiro, o jornalista e escritor Gasparino Damata lhe ofereceu uma muda de planta, simbolicamente chamada de “árvore da vida”. A frase proferida por Gasparino na ocasião, “Não deixe ela morrer”, ecoou na memória de Aguinaldo ao longo dos anos.
Desde aquele dia, a planta se tornou uma constante na vida de Silva, acompanhando-o em suas diversas residências. O autor revela que a foto que ilustra sua árvore da vida foi capturada em seu escritório em Lisboa. O que começou como um simples galhinho se desenvolveu em uma planta robusta, preenchendo o espaço de maneira majestosa. Para Aguinaldo, essa árvore não é apenas uma bela decoração; ela simboliza a continuidade da sua existência e vitalidade.
Gasparino Damata, o idealizador deste presente significativo, era um homem multifacetado. Nascido em Catende, Pernambuco, Damata dedicou-se ao jornalismo e à literatura, tendo também servido na Marinha mercante. Ele é lembrado por sua contribuição à literatura brasileira, com obras como “Queda em Ascensão” (1951), “A Sobra do Mar” (1953) e “Os Solteirões” (1976). Além de seu trabalho literário, Gasparino foi um dos fundadores do inovador periódico “Lampião da Esquina”, que circulou entre 1978 e 1981 e se destacou por ser o primeiro jornal voltado exclusivamente para a comunidade LGBTQIAP+ no Brasil. A publicação, que contava com a participação de Aguinaldo, foi um marco na luta por visibilidade e direitos humanos.
A relação entre Aguinaldo e Gasparino, além de ser uma amizade duradoura, é um testemunho da força que a arte e a literatura têm em unir pessoas e marcar suas vidas com lembranças significativas e ensinamentos profundos. A árvore da vida não apenas simboliza a memória do passado, mas também a resiliência e a continuidade da história de cada um de nós.





