AGU Solicita Arquivamento de Ação Judicial nos EUA Contra Alexandre de Moraes e Defende Imunidade do Ministro do STF

A Advocacia-Geral da União (AGU) protocolou recentemente um pedido de arquivamento de um processo judicial que envolve o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A ação estava em tramitação na Justiça da Flórida, nos Estados Unidos, e foi movida pela plataforma de vídeos Rumble e pela Trump Media & Technology Group. As empresas contestavam ações do ministro que, segundo elas, configurariam censura e violação de direitos constitucionais no âmbito da liberdade de expressão.

Em sua petição, a AGU argumenta que a legislação norte-americana reconhece a imunidade e a soberania de estados estrangeiros em suas decisões judiciais. Este princípio é fundamental para sustentar que a jurisdição dos EUA não pode se sobrepor a ações conduzidas por autoridades brasileiras, como aquelas envolvendo Moraes. A situação começou a se agravar em 2025, quando Moraes impôs restrições à atuação do Rumble no Brasil, bloqueando suas contas e estabelecendo uma multa diária de R$ 50 mil até que a plataforma indicasse um representante legal no país. Essa ação foi acompanhada por um complemento de outras decisões relativas a redes sociais.

O pedido das empresas para que ambas as ações fossem barradas baseava-se no argumento de que a decisão do STF feriria as garantias constitucionais dos Estados Unidos, principalmente no que diz respeito ao livre exercício da comunicação e da expressão. A AGU, por sua vez, esclarece que as determinações de Moraes foram respaldadas por uma maioria dos cinco ministros da Primeira Turma do STF, o que fortalece a posição da Advocacia-Geral em defesa do magistrado.

Essa disputa exemplifica as complexas interações entre as legislações de diferentes países e os desafios enfrentados por autoridades judiciárias que buscam regular as atividades de plataformas digitais. A AGU, ao buscar o arquivamento do processo, espera não apenas proteger a figura de Moraes, mas também afirmar a autonomia do STF em relação a decisões estrangeiras que possam interferir em suas deliberações. O desdobramento desse caso poderá ter repercussões significativas na relação entre o Brasil e os EUA, especialmente no que tange à proteção de dados e ao controle de conteúdos na internet.

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