AGU se manifesta contra acesso de Gustavo Scarpa a laudos sobre pedras preciosas apreendidas pela Polícia Federal

A Advocacia-Geral da União (AGU) emitiu um parecer contrário ao acesso do jogador Gustavo Scarpa, do Atlético-MG, aos laudos sobre as pedras preciosas apreendidas pela Polícia Federal no ano passado e que pertencem à Xland Gestora de Investimentos. O pedido do atleta faz parte de uma ação que corre na Justiça de São Paulo contra a empresa, o jogador Willian Bigode e a WLCJ Consultoria, que pertence ao atacante do Santos.

De acordo com o parecer da AGU, a solicitação de Scarpa foi negada com base no entendimento da Polícia Federal, que alega que a divulgação dos laudos merceológicos neste momento pode prejudicar o andamento da investigação e a eventual recuperação de ativos obtidos com os crimes sob exame. As informações foram reveladas pelo portal “Metrópoles”.

Scarpa havia feito o pedido para ter acesso ao resultado do laudo merceológico realizado nas pedras de alexandrita apreendidas na sede da empresa Sekuro Private Box, contratada pela Xland para guardar os minérios. Segundo a empresa, as pedras têm valor de R$ 2,1 bilhões e serviam de garantia para os clientes que investissem com a Xland.

O laudo merceológico tem como objetivo atestar se a procedência das pedras é lícita ou não, e suas conclusões devem também indicar o real valor de mercado dos itens. O juiz responsável pelo processo na 10ª Vara Cível de São Paulo, Danilo Fadel de Castro, autorizou no mês passado que Scarpa enviasse ofício à Superintendência da PF para pedir o acesso aos resultados, considerando que essas informações são “de total interesse” do jogador.

O investimento de Scarpa na empresa Xland, após conselhos de Willian Bigode, prometia um lucro de até 5% ao mês, muito acima do que qualquer outra aplicação no mercado. A promessa foi baseada na alegação de que a empresa tinha R$ 2,1 bilhões em pedras de alexandrita, um mineral de grande valor, além de possuir chácaras e terrenos como garantia.

Além de Scarpa, os jogadores Mayke e Weverton também investiram parte de seus capitais na empresa. Mayke relata ter investido R$ 4.083.000 e não conseguiu sacar os valores de rentabilidade, enquanto Weverton não quis se pronunciar sobre o caso.

Scarpa e Mayke estão processando três empresas – Xland, WLJC e Soluções Tecnologia Eireli – na tentativa de reaver mais de R$ 10 milhões investidos em criptoativos, com promessas de retornos entre 3,5% e 5%. O atacante investiu R$ 6,3 milhões e o lateral-direito, R$ 4,08 milhões.

Com uma situação cada vez mais complicada, os jogadores buscam na justiça a recuperação de seus investimentos e uma solução para esse caso que vem ganhando cada vez mais atenção na mídia esportiva.

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