Agressão a Militante do PT em Copacabana Revela Crescente Intolerância Política e Mobiliza Reações na Câmara dos Deputados e nas Redes Sociais.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro está apurando um incidente de agressão que vitimou Mauro Figueiredo Rocha Dias da Costa, um ativista de 69 anos associado ao Partido dos Trabalhadores (PT). O ataque ocorreu na noite de quinta-feira em Copacabana, um dos bairros mais movimentados da Zona Sul do Rio, e, segundo a vítima, teve motivações políticas.

De acordo com o relato apresentado à delegacia, Mauro foi interceptado por três indivíduos enquanto chegava a seu edifício na Rua Ministro Viveiros de Castro, por volta das 22h40. A presença de um adesivo da deputada federal Benedita da Silva (PT) em sua bolsa despertou a fúria de seus agressores. O grupo, composto por um homem trajando um terno e duas mulheres com características físicas de lutadoras, teria se aproximado de Mauro fazendo ameaças e ofensas. Frases hostis, como “A gente vai te matar agora” e “Seu petista de merda”, foram citadas no boletim de ocorrência, evidenciando a natureza agressiva do ataque.

As agressões envolviam socos e um golpe de estrangulamento conhecido como “mata-leão”, segundo o próprio Mauro. O ataque durou cerca de cinco minutos e, durante a confusão, os agressores ainda teriam arrancado um terço que ele usava como colar. Mauro tentou buscar ajuda junto ao porteiro do prédio, mas não conseguiu acesso ao local durante o ataque. A situação só se dissipou quando um transeunte interveio, exigindo que os agressores parassem.

Esse episódio gerou uma onda de indignação entre os membros do Partido dos Trabalhadores. O deputado federal Reimont, em suas redes sociais, descreveu a brutalidade como “absolutamente inadmissível e revoltante”, ressaltando que a agressão perpetrada por “três bolsonaristas” ilustra um fenômeno alarmante de intolerância política. Ele enfatizou a gravidade das ameaças e ofensas de caráter religioso e político, considerando-as como parte de um ódio crescente que busca silenciar vozes que clamam por justiça social.

A bancada do PT na Câmara dos Deputados também manifestou solidariedade a Mauro, destacando em uma nota oficial a gravidade da situação e a necessidade de proteção para os cidadãos que expressam suas opiniões políticas. Benedita da Silva, por sua vez, se solidarizou com o militante e condenou o ataque, atribuindo-o à violência política e à covardia. Em uma mensagem de apoio, ela ressaltou a importância de resistir a esse tipo de extremismo.

A investigação segue em andamento, enquanto o clima político permanece tenso e polarizado, refletindo as divisões que permeiam a sociedade brasileira contemporânea.

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