De acordo com o relato apresentado à delegacia, Mauro foi interceptado por três indivíduos enquanto chegava a seu edifício na Rua Ministro Viveiros de Castro, por volta das 22h40. A presença de um adesivo da deputada federal Benedita da Silva (PT) em sua bolsa despertou a fúria de seus agressores. O grupo, composto por um homem trajando um terno e duas mulheres com características físicas de lutadoras, teria se aproximado de Mauro fazendo ameaças e ofensas. Frases hostis, como “A gente vai te matar agora” e “Seu petista de merda”, foram citadas no boletim de ocorrência, evidenciando a natureza agressiva do ataque.
As agressões envolviam socos e um golpe de estrangulamento conhecido como “mata-leão”, segundo o próprio Mauro. O ataque durou cerca de cinco minutos e, durante a confusão, os agressores ainda teriam arrancado um terço que ele usava como colar. Mauro tentou buscar ajuda junto ao porteiro do prédio, mas não conseguiu acesso ao local durante o ataque. A situação só se dissipou quando um transeunte interveio, exigindo que os agressores parassem.
Esse episódio gerou uma onda de indignação entre os membros do Partido dos Trabalhadores. O deputado federal Reimont, em suas redes sociais, descreveu a brutalidade como “absolutamente inadmissível e revoltante”, ressaltando que a agressão perpetrada por “três bolsonaristas” ilustra um fenômeno alarmante de intolerância política. Ele enfatizou a gravidade das ameaças e ofensas de caráter religioso e político, considerando-as como parte de um ódio crescente que busca silenciar vozes que clamam por justiça social.
A bancada do PT na Câmara dos Deputados também manifestou solidariedade a Mauro, destacando em uma nota oficial a gravidade da situação e a necessidade de proteção para os cidadãos que expressam suas opiniões políticas. Benedita da Silva, por sua vez, se solidarizou com o militante e condenou o ataque, atribuindo-o à violência política e à covardia. Em uma mensagem de apoio, ela ressaltou a importância de resistir a esse tipo de extremismo.
A investigação segue em andamento, enquanto o clima político permanece tenso e polarizado, refletindo as divisões que permeiam a sociedade brasileira contemporânea.
