A origem da recente desvalorização do Agibank está intimamente ligada a uma descoberta realizada pela Controladoria-Geral da União (CGU), que apontou irregularidades nos contratos do crédito consignado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O governo federal suspendeu temporariamente a concessão de novos créditos, identificando práticas problemáticas, como a formalização de empréstimos após a morte dos beneficiários. Por ser dependente desse segmento para seu crescimento, o Agibank enfrentou uma queda de 28% nas concessões em comparação ao ano anterior, prejudicando também a oferta de outros produtos, como seguros e crédito pessoal.
Além dos desafios internos, o banco viu sua situação ser ainda mais complicada pela nova onda de tensões no Oriente Médio. Esse ambiente de aversão a risco fez com que investidores se desprendessem de ativos mais voláteis, como as ações do Agibank, que, por ser uma nova listagem com baixa liquidez, sofreu oscilações ainda mais acentuadas. Análises de instituições financeiras renomadas, como BTG Pactual e Itaú BBA, ainda ressaltam o potencial de valorização dos papéis, com recomendações de compra e preços-alvo bem acima do patamar atual.
No contraponto, outras fintechs brasileiras mostraram um desempenho positivo, com o PicPay liderando as altas e fechando com um crescimento de 2,82%. StoneCo e PagBank também apresentaram valorização, enquanto a XP Inc. sustentou a tendência de alta no grupo das fintechs. O otimismo nas bolsas de Nova York foi impulsionado por uma nova esperança de diálogo no Oriente Médio, após o anúncio de um cessar-fogo entre Israel e Líbano. Esse contexto contribuiu para uma leve alta nos índices, refletindo uma mudança positiva nas expectativas dos investidores.
