O cenário adverso da instituição foi exacerbado por um incidente significativo: a suspensão temporária de novos empréstimos consignados pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) identificou uma série de irregularidades, incluindo a assinatura de contratos após o falecimento dos beneficiários e refinanciamentos com taxas de juros abaixo do teto legal. Esses achados abalaram a confiança do mercado na capacidade do Agibank de expandir seus negócios, especialmente considerando que o crédito consignado é uma das principais fontes de receita do banco. Nos últimos meses, a originação de crédito caiu 28% em comparação anual, impactando outras operações, como a venda cruzada de seguros e crédito pessoal.
Além disso, tensões geopolíticas recentes no Oriente Médio criaram um ambiente de aversão ao risco, afastando investidores de ativos mais voláteis. O Agibank, sendo um nome novo no mercado, sofreu as consequências, com sua baixa liquidez tornando a ação ainda mais suscetível a quedas de preço em resposta a vendas de investidores assustados.
Apesar do cenário desafiador, algumas instituições financeiras, como BTG Pactual e Citi, mantiveram recomendações de compra para as ações do Agibank, fixando preços-alvo de US$ 17 e US$ 18, respectivamente. Esses analistas acreditam que os fundamentos do banco ainda oferecem oportunidades de crescimento, prevendo uma recuperação ancorada em um aumento acelerado da receita e considerações de avaliação favoráveis em comparação com outros bancos do setor.
Enquanto isso, as demais fintechs brasileiras listadas nos Estados Unidos vivenciaram um dia positivo, com destaque para Nu Holdings e XP Inc, que fecharam em alta, evidenciando uma dinâmica de mercado contrastante com a do Agibank. O desempenho do Agibank, com quedas acentuadas, destaca os desafios que o banco enfrenta em um contexto econômico global e local em transformação.






