A estrutura desta nova emissão tem um prazo máximo de dez anos, com uma taxa de CDI + 1,05% ao ano, e é lastreada por contratos de crédito consignado. A distribuição foi realizada em série única e contou com a participação de investidores profissionais, destacando a demanda por esse tipo de produto no mercado.
A coordenação da operação ficou a cargo do Bradesco BBI, que liderou o processo, juntamente com o Itaú BBA. O fundo é co-gerido pela recém-estabelecida Agibank Asset Management, em parceria com a Oliveira Trust, que é responsável pela administração e gestão do fundo.
Marcello Dubeux, diretor financeiro e de Relações com Investidores do Agibank, afirmou em um comunicado a importância dessa estruturação. Segundo ele, a instituição pretende se tornar cada vez mais relevante no mercado de crédito brasileiro, e operações dessa natureza são fundamentais para proporcionar visibilidade e a captação de recursos necessários para escalar suas operações, especialmente em um nicho no qual a empresa se especializa: o crédito garantido para consumidores.
Este recente movimento no mercado financeiro sucede a bem-sucedida Oferta Pública Inicial (IPO) do banco na Bolsa de Nova York (NYSE). Na sua estreia, o Agibank foi avaliado em quase US$ 2 bilhões, embora atualmente essa avaliação tenha caído para cerca de US$ 1,2 bilhão.
No cenário financeiro mais amplo, o Agibank registrou um lucro líquido de R$ 1,05 bilhão em 2025, um aumento de 31,8% em relação ao ano anterior. Além disso, a receita total da instituição atingiu R$ 10,7 bilhões, representando um avanço de 46,8% em comparação com o ano anterior. A carteira de crédito também cresceu, totalizando R$ 34,9 bilhões ao final do ano, com um incremento de 44%. Esses números mostram o crescimento sólido e a resiliência do banco digital em um mercado competitivo.
