Os três acusados já haviam sido denunciados em abril deste ano pelo Ministério Público Estadual pelos crimes de homicídio doloso, fraude processual e denunciação caluniosa. O portal de notícias Alagoas 24 Horas entrou em contato com a 5ª Seção da PM/AL, responsável pela comunicação da Corporação, buscando um posicionamento oficial sobre o assunto. A resposta ainda é aguardada.
Para relembrar o caso, no dia 14 de novembro de 2022, durante uma abordagem policial do 3º BPM, o empresário Marcelo Barbosa Leite foi atingido por um tiro de fuzil. O ferimento causou a perda de um rim, do baço e parte do intestino. Inicialmente, ele foi internado no Hospital de Emergência do Agreste, em Arapiraca, e posteriormente transferido para a Santa Casa de Misericórdia, em Maceió. Devido a complicações em seu estado de saúde, Marcelo foi transferido para uma UTI do Hospital Beneficência Portuguesa do Mirante, em São Paulo. Apesar de ter passado por cirurgias, o empresário não resistiu e faleceu 21 dias após a abordagem.
Uma comissão especial de delegados, composta por Sidney Tenório, Cayo Rodrigues e Fillipe Caldas, foi nomeada para investigar o caso. O Ministério Público Estadual determinou a realização de uma reprodução simulada da abordagem, que ocorreu em 16 de janeiro de 2023.
No início de fevereiro deste ano, os três policiais militares que integraram a guarnição durante a abordagem foram indiciados pela Polícia Civil. O comandante da guarnição, apontado como autor dos disparos contra o empresário, foi indiciado por homicídio doloso, fraude processual e denunciação caluniosa. O segundo militar foi denunciado por fraude processual e denunciação caluniosa, enquanto o terceiro foi indiciado por fraude processual.
As promoções recebidas pelos três PMs envolvidos na morte de Marcelo Barbosa Leite geraram polêmica e questionamentos sobre a conduta da Polícia Militar de Alagoas. A sociedade aguarda a posição oficial da 5ª Seção da PM/AL para entender os critérios adotados para conceder a promoção aos envolvidos em um caso tão grave. A notícia também reacende o debate sobre a impunidade e a falta de responsabilização dos agentes de segurança envolvidos em abusos e violações de direitos humanos. Essa situação reforça a necessidade de uma atuação transparente e rigorosa das autoridades para garantir justiça e preservar a confiança da população em suas instituições de segurança.
