Agentes penitenciários otimizam boas práticas com Justiça Restaurativa

O incentivo a práticas que levem ao desenvolvimento profissional e pessoal dos servidores penitenciários tem sido uma prática constante da Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social (Seris). Nesta quinta-feira (14), foi iniciado, no Núcleo Ressocializador da Capital (NRC), o primeiro módulo do curso Espere – Fundamentos e Práticas de Justiça Restaurativa, da Escola de Perdão e Reconciliação.

A iniciativa da Seris com a Pastoral Carcerária (Apac) reuniu agentes penitenciários e representantes do judiciário alagoano. A facilitadora Ir. Anna Maria Gabriella Pinna, veio da Itália para disseminar as boas práticas. “Esse é um curso que proporciona um olhar para si mesmo. Ele tem a pretensão de trabalhar com uma cultura de paz, ou seja, como superar a violência, sem usar violência”, conta a Ir. Gabriella.

A religiosa explica que a formação trabalha com base na justiça restaurativa. “Desde 1997 trabalho dentro dos presídios, conheço bem a realidade prisional. A gente encontra nas prisões pessoas que praticaram a violência e que também sofreram a violência. Essas pessoas erraram, mas devem ter a chance para sair do erro e construir uma vida diferente”, disse.

“Eu não conhecia essa unidade, mas vi que proporciona trabalho, educação, oportunidades, valores que, com certeza, fazem a diferença. Um dado importantíssimo daqui é a reincidência criminal: abaixo dos 5%, enquanto a média nacional gira em torno dos 70%. Isso é um grande avanço”, completa Irmã Gabriella.

Polianna Bugarin, é agente penitenciária e assessora Especial do NRC. Para ela, o curso soma com as bases da unidade. “A Escola de Reconciliação e Perdão é uma prática disseminada há muitos anos com bons resultados, inclusive em outros países. Ter essa oportunidade aqui é uma oportunidade ímpar para capacitar os nossos agentes ressocializadores”, afirma.

A agente destaca ainda a importância das boas práticas através da parceria com a Apac. “A Associação tem nos auxiliado com cursos, palestras, ações educativas para os reeducandos. Eles não trabalham apenas a parte religiosa, trazem também noções de cidadania para nosso meio, fator aproveitado tanto pelos internos, quanto pelos agentes”, finaliza.

Ascom – 15/09/2017

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