A Aena já possui experiência na administração de diversos aeroportos brasileiros, incluindo os de Congonhas (São Paulo), Recife, Maceió, João Pessoa e Aracaju. A concorrente também teve que superar a proposta do Aeroporto de Zurique, que opera terminais em cidades como Florianópolis, Macaé, Natal e Vitória, além da atual gestora, RIOgaleão.
O leilão foi marcado por uma intensa disputa, que culminou em 26 lances em um sistema de viva-voz. Na fase inicial, tanto o Aeroporto de Zurique quanto a Aena apresentaram propostas idênticas de R$ 1,5 bilhão. A RIOgaleão, a controladora do aeroporto antes do leilão, fez uma oferta de R$ 934 milhões na fase de abertura dos envelopes.
A concessão ocorreu em um modelo de venda assistida, uma abordagem elaborada em conjunto com o Tribunal de Contas da União (TCU) para modernizar a regulação e garantir o reequilíbrio econômico-financeiro do setor. Com essa nova etapa, a Aena irá assumir o controle total do aeroporto, enquanto a Infraero, que detinha 49% da operação, se retirará do negócio.
Além do ágio significativo, a empresa vencedora também se comprometeu a pagar à União uma contribuição variável anual que representa 20% do faturamento bruto da concessão, até 2039. O Aeroporto do Galeão é considerado um importante ponto de entrada de turistas internacionais no Brasil e desempenha um papel fundamental na malha aérea do país, tendo movimentado cerca de 18 milhões de passageiros em 2025, o que corresponde a aproximadamente 13% do tráfego aéreo nacional. A nova gestão da Aena promete trazer inovações e melhorias, vitalizando ainda mais este hub aéreo estratégico.






