“Após diversas discussões internas, é importante afirmar que o PSDB não deve ter uma candidatura própria nesta eleição. Há pouco tempo, aventamos essa possibilidade, e até sugeri Ciro Gomes como uma alternativa. Contudo, após conversas com lideranças do partido, chegamos ao entendimento de que devemos focar em um projeto para 2030”, declarou Aécio. Essa mudança de foco reflete uma busca por uma estratégia mais estruturada e a necessidade de construção de uma base sólida para o futuro do partido.
Além disso, Aécio reconheceu que os planos anteriores de candidatura não se concretizaram, e que, até o momento, não decidiu se irá se candidatar ao Senado por Minas Gerais. A sua prioridade, segundo ele, será reestruturar o PSDB e revitalizar a presença do partido na Câmara e nos estados, que tem sofrido nos últimos anos.
O deputado também alertou que as eleições deste ano poderão ser as mais polarizadas da história recente do Brasil, ressaltando a necessidade de um debate mais equilibrado, longe das ideologizações extremas. “Estamos em uma época em que, a três meses das eleições, é difícil furar essa bolha da radicalização. Assim, a melhor alternativa que encontramos atualmente é dar um passo atrás para, a partir daí, construir um projeto de Brasil que seja viável e desejável para o futuro”, concluiu Aécio, mencionando a realização de uma reunião da federação PSDB-Cidadania nos próximos dias para discutir as direções do partido. A busca por um apoio a uma candidatura central se mostra como uma estratégia importante em um momento de intensa polarização política no país.





