Advogado-geral da União se reúne com Davi Alcolumbre antes da sabatina no Senado para indicação ao Supremo; Messias já possui 47 votos garantidos.

O advogado-geral da União, Jorge Messias, se encontrou recentemente com o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, em um momento crucial que precede a sua sabatina na Casa Alta do Congresso, agendada para esta quarta-feira (29/2). Esse encontro, que gerou especulação desde o ano passado, teve como pano de fundo a indicação de Messias pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar a vaga do ministro Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF). Embora a indicação tenha ocorrido em novembro, ela só foi oficialmente confirmada pelo presidente em março deste ano, através de uma mensagem direcionada a Alcolumbre.

O encontro entre Messias e Alcolumbre foi realizado sob forte sigilo, conforme revelado por fontes. O advogado-geral e o presidente do Senado discutiram as expectativas e estratégias relacionadas à sabatina, um procedimento essencial para a validação da indicação de Messias ao STF. Para que a sua nomeação avance, ele precisa obter a aprovação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, onde é necessário conquistar a maioria simples dos votos dos senadores presentes.

Após obter a aprovação da CCJ, a indicação segue para o plenário, onde Messias deve buscar pelo menos 41 votos dos 81 senadores para ser confirmado em sua nova função. De acordo com informações recentes, Messias já realizou uma intensa articulação, visitando todos os senadores em busca de apoio. Ele já conta com ao menos 47 votos garantidos, o que demonstra um avanço significativo desde os desafios enfrentados no final do ano passado.

Naquele período, Alcolumbre chegou a agendar a sabatina, mas a data foi adiada devido à demora na recepção da comunicação oficial pela Casa. O cenário atual, conforme relatam interlocutores de Messias, parece mais favorável, o que indica que a articulação política está em marcha de maneira mais eficaz e organizada. A expectativa agora se concentra na reunião da CCJ e no processo sucessivo no plenário, que poderá definitivamente definir o futuro do advogado-geral na mais alta corte do país.

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