Advogado defende ex-piloto preso por agressão, afirmando que ele é vítima de discriminação por ser ‘branco e de classe média’

O advogado de defesa de Pedro Turra, um ex-piloto de Fórmula Delta, trouxe à tona uma série de alegações controversas quanto à prisão de seu cliente, acusando-o de lesão corporal grave. Eder Fior, o defensor, afirmou que a detenção de Turra, de apenas 19 anos, está enraizada em questões socioeconômicas, argumentando que ele foi alvo de discriminação por ser “branco e de classe média”. Em suas declarações, Fior destacou que possui clientes acusados de crimes mais graves que estão respondendo em liberdade, sugerindo que a prisão de Turra é um reflexo de preconceito social.

O advogado enfatizou que a prisão deve ser considerada uma medida extrema, aplicada apenas em circunstâncias excepcionais. Para ele, a situação de Turra poderia ser tratada através de medidas cautelares menos severas, como a imposição de tornozeleira eletrônica ou prisão domiciliar. Segundo Fior, o que se observa é uma resposta desproporcional da sociedade e do sistema judicial. Com um forte clamor por justiça e igualdade, a defesa já entrou com pedidos de revogação da prisão e habeas corpus, além de solicitação de audiência com o juiz responsável pelo caso.

A condução do caso pela Polícia Civil do Distrito Federal também foi criticada por Fior, que alegou que a situação estava sendo “espetacularizada”. Ele mencionou que o juiz responsável pela prisão havia sido claro ao ordens a polícia a manter a discrição sobre o caso, pedido que, segundo ele, não foi cumprido, mencionando que ocorreram exposições desnecessárias.

Ademais, o advogado argumentou que a prisão de Turra é infundada, uma vez que o crime pelo qual ele é acusado, se condenado, não resultaria em prisão. Fior ressaltou que, em um Estado de direito, ninguém deve ser processado com base em condenações antecipadas e no penalizar por ações passadas, especialmente quando estas não estão ligadas ao caso atual.

O incidente em questão ocorreu no dia 22 de janeiro, quando Pedro Turra e um adolescente de 16 anos se envolveram em uma briga que resultou em ferimentos graves. A situação explodiu quando Pedrо lançou um chiclete mascado em direção ao jovem, desencadeando uma série de agressões físicas. O adolescente acabou sofrendo uma queda ao bater a cabeça em um carro, ficando gravemente ferido e atualmente internado em estado crítico.

Com o aumento do escrutínio público sobre o caso, outras alegações de comportamento agressivo por parte de Turra surgiram, levantando questões sobre seu histórico. A defesa argumenta que essas acusações foram manipuladas para justificar a detenção do piloto. Eder Fior se opõe a essa interpretação, defendendo a presunção de inocência e um julgamento justo para seu cliente.

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