María Corina Machado fez a denúncia em suas redes sociais, onde afirmou que Perkins Rocha foi sequestrado por indivíduos não identificados em Caracas. Sua esposa, Maria Constanza, relatou que ele está desaparecido desde o início da manhã de terça-feira. Ela ressaltou que seu marido não é um criminoso, mas sim um cidadão engajado na luta pela liberdade.
Além de atuar como advogado de María Corina Machado, Perkins Rocha também era o representante do partido Vem Venezuela no Conselho Nacional Eleitoral. Sua prisão se soma a uma série de detenções de integrantes da oposição desde a eleição em julho, que desencadeou protestos contra os resultados.
A oposição acusa as autoridades eleitorais de validar a vitória de Maduro sem apresentar as atas de votações das seções, que, segundo eles, confirmariam a vitória de outro candidato, Edmundo González. Os países vizinhos, como Brasil e Colômbia, exigem que a Venezuela apresente os documentos das seções, porém Maduro não demonstra disposição para isso.
Neste contexto de crescente repressão, o número dois do chavismo, Diosdado Cabello, foi nomeado como o novo ministro do Interior. Essa nomeação sugere que o governo venezuelano pode intensificar a repressão nas ruas, conforme anunciado pelo próprio Cabello após a eleição presidencial.
Diante desse cenário de tensão e perseguições políticas, a oposição convocou novas manifestações para reivindicar a liberdade dos presos e perseguidos, assim como a transparência no processo eleitoral. A situação na Venezuela continua delicada, com um governo cada vez mais autoritário e uma população enfrentando a falta de liberdade e segurança.
