Durante a conversa, Marco Aurélio enfatizou a gravidade dos vazamentos, os quais, segundo ele, podem prejudicar a defesa de Lulinha. O advogado explicou que o ministro afirmou que tomaria “providências enérgicas” a respeito, embora a assessoria do ministério tenha limitado os comentários sobre o encontro.
Lulinha está sob a mira da PF por supostas conexões com esquemas de tráfico de influência, com três inquéritos abertos até o momento. Dois deles foram iniciados recentemente pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça. O advogado, que se posiciona contra abusos relacionados à operação Lava Jato, reforçou que os vazamentos de informações são preocupantes, especialmente considerando que alguns inquéritos ainda não estavam formalmente abertos.
Marco Aurélio também ressaltou a necessidade de acesso aos autos do inquérito para embasar a defesa de seu cliente, uma solicitação que ainda não foi atendida pela Justiça. Ele mantém um diálogo ativo com a PF, incluindo uma ligação com o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, onde novamente criticou os vazamentos e o procedimento adotado pela polícia.
Os inquéritos atualmente em apuração investigam a relação de Lulinha com indivíduos que buscavam contratos no Ministério da Saúde e na Dataprev, empresa pública voltada à tecnologia e aos dados do INSS. O empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, é um dos mencionados, acusado de intermediar pagamentos indevidos.
A defesa de Antunes optou por não se pronunciar sobre as novas investigações, alegando falta de acesso às informações necessárias. Enquanto isso, as manifestações de Marco Aurélio se intensificam, denunciando o que considera ser um mau uso das investigações pela Polícia Federal, com táticas que ele descreve como “pesca probatória”. Para o advogado, é crucial que a justiça seja aplicada de forma justa e equilibrada, sem permitir que Lulinha se torne alvo de perseguições indevidas.





