Durante o incidente, que aconteceu em 14 de janeiro, Agostina teria proferido ofensas raciais a funcionários do bar, incluindo comentários depreciativos a um atendente negro, chamando-o de “mono”, que em espanhol significa macaco. Além disso, ela teria imitado gestos do animal, uma atitude que gerou repulsa e levou a uma investigação pela promotoria local. Outros dois funcionários do estabelecimento também teriam sido alvo de xingamentos racistas, resultando em três acusações formais contra a advogada.
Na última terça-feira (31), a Justiça do Rio de Janeiro decidiu liberar Agostina, restituindo seu passaporte e retirando a tornozeleira eletrônica que ela usava como medida cautelar. Apesar dessa decisão, Páez deve continuar a enfrentar o processo judicial em seu país, que ainda tem desdobramentos a serem considerados.
Em entrevista à mídia, a advogada expressou seu arrependimento pela forma inadequada como reagiu durante o controvertido episódio. Sua primeira interação com a Justiça brasileira foi marcada por sua prisão temporária em 6 de fevereiro, seguida de sua liberação sob fiança de cerca de R$ 97 mil, um valor equivalente a 60 salários mínimos no país. Essa quantia foi estabelecida como parte das condições para sua saída do Brasil.
O caso gerou um grande debate sobre questões raciais na sociedade brasileira e a resposta da Justiça diante de atitudes discriminatórias. As câmeras de segurança do bar capturaram os momentos críticos da discussão, evidenciando a gravidade das ofensas proferidas por Agostina.
Com sua chegada à Argentina, o caso continua a ser acompanhado de perto, tanto por autoridades quanto pela opinião pública, refletindo a necessidade de um olhar mais atento às relações raciais e à justiça social. A decisão da Justiça em permitir que a advogada regresasse ao seu país não encerra o assunto, que traz à tona questões profundas sobre preconceito e responsabilidade.
