O histórico da advogada tornou-se ainda mais complicado após seu episódio na praia carioca, onde foi alvo de forte repercussão na mídia. O retorno à Argentina foi possibilitado após o pagamento de uma fiança que somou R$ 97.200. Ao desembarcar no Aeroporto Jorge Newbery, em Buenos Aires, Agostina manifestou sua alegria ao voltar para casa, descrevendo o momento como “incrível” e expressando sua ansiedade para reencontrar a família, especialmente após ter se tornado, segundo suas palavras, a “inimiga pública número 1” no Brasil.
Repleta de arrependimento, a advogada declarou à imprensa: “Me arrependo de ter reagido mal”. Ela também enfatizou seu desejo de reconectar-se com seus familiares e amigos em Santiago del Estero, sua província natal, ressaltando a importância desses vínculos em sua vida após o tumulto que enfrentou.
A viagem de retorno não foi feita sozinha; Agostina foi acompanhada de seu pai, Mariano Páez, além de seus advogados, Sebastián Robles e Carla Junqueira, que a apoiaram durante todo o processo. Sua jornada judicial começou em 21 de janeiro, quando foi imposta a tornozeleira eletrônica por conta do caso. A situação se agravou em fevereiro, quando a Polícia Civil do Rio a prendeu temporariamente, mas a liberdade foi restaurada poucas horas depois, com um mandado revogado pela Justiça.
Recentemente, o juiz Luciano Barreto Silva, do Tribunal de Justiça do Rio, concedeu um habeas corpus que favoreceu Agostina, criticando as restrições impostas inicialmente. Essa decisão levou à retirada da tornozeleira e ao cumprimento de uma pena mínima de 60 meses, além de facilitar sua saída do Brasil.
O último dia 24 marcou uma etapa essencial no processo, com uma audiência de instrução e julgamento na 37ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, onde Agostina esteve presente, assim como as três vítimas cujos direitos foram violados pelos gestos racistas. A repercussão do caso enfatiza a necessidade de discussões mais profundas sobre a intolerância e os preconceitos ainda presentes na sociedade.
